4.2.09

A palavra de ordem é agregar!
CUFA realiza seu 4º Encontro Nacional em Cuiabá, e finaliza com novas idéias, propostas contundentes e planejamento estratégico traçado até 2015.

Por Fernanda Quevedo


A CUFA finalizou seu 4º Encontro Nacional em Cuiabá (MT) no último final de semana. O Encontro, que tinha por objetivo, traçar o planejamento estratégico da Central para 2009, foi além disso. Diretrizes foram estabelecidas para até o ano de 2015, quando a CUFA estará espalhada em dois mil municípios de todo o País. As ações e o calendário anual de cada base também foram apresentados por todos os Estados.



Karina Santiago (CUFA MT) abrindo o Encontro

Dentre as diretrizes, está a utilização do esporte como ferramenta de agregação social, e por isso, a LIIBRA (Liga Internacional de Basquete de Rua) ganha destaque em todas as bases da CUFA, tornando-se um dos principais projetos. Até junho, todas as bases estarão concentradas na efetivação da LIIBRA, agregando pessoas tanto para o trabalho desta produção quanto para serem usuários deste projeto



Manoel Soares (CUFA RS), Grazyele Tiburcio e Dyskreto (CUFA GO)
Na apresentação das ações e do calendário anual das CUFA's, pode-se perceber quão multifacetada é a instituição. Os projetos de audiovisual crescem cada vez mais, como o “Cine Teles Pires”, da CUFA-Sinop, e o “Cine Pequi”, da CUFA-Goiás. O teatro, as ações de saúde preventiva e o trabalho embasado nos conceitos de gênero também vêm se consolidando em todo o Brasil de forma que a Central aborde um número expressivo de segmentos sociais. São jovens, mulheres, crianças e adultos profissionalizando-se e sendo agregados socialmente.

Gleidy Braga (CUFA TO), Aline Freitas (CUFA PA), Roberto Neiva (CUFA DF). Ao fundo Flavia Ivar e MT Ton (CUFA MG).

Outro ponto marcante do Encontro foi a explanação feita pelo coordenador da CUFA-Ceará, Preto Zezé, sobre movimentos sociais na contemporaneidade. Zezé afirmou que os movimentos sociais que lutam contra a desigualdade no País precisam se reciclar, haja vista que a conjuntura social não é a mesma dos anos 80 e 90. “A revolução só será feita pelo viés econômico, então é preciso dialogar com os quatro setores: público, privado, as outras organizações e o crime organizado, os quais movimentam a economia brasileira” – ressaltou.


Karina Santiago (CUFA MT). Alzira Nogueira (CUFA AM), Celso e Thales Athayde (CUFA RJ). Ao fundo Manoel Soares (CUFA RS), Preto Zezé (CUFA CE).

Os cufistas também puderam conhecer um pouco do cenário político Mato-grossense. Mário Olímpio, Secretário Municipal de Cultura, falou sobre a atuação da CUFA-Mato Grosso e da importância da mesma para o Estado. “Só pode falar de favela, e, portanto propor alternativas de transformação, quando se tem propriedade sobre o assunto, e a CUFA sabe o que faz” – afirmou.

Ilma Ferreira CUFA PE, Manoel Soares e Dinora Rodrigues (CUFA RS), em entrevista para imprenssa local

Ainda sobre o cenário político e cultural, Pablo Capilé, do Instituto Cultural Espaço Cubo, parceiro da CUFA-MT desde sua gênese, apresentou a moeda social Cubo Card, e como não poderia deixar de ser, gerou dúvidas e até polemicas, o que neste caso foi muito positivo, haja vista que várias CUFAs já pensam em estudar mais sobre a economia solidária e implantar a moeda social em seu sistema financeiro.


CUFA-BRASIL


O 4º Encontro Nacional da CUFA aconteceu em Cuiabá, entre os dias 29 de janeiro e 01 de fevereiro, no Hotel Taiamã. O próximo ainda não tem data marcada, mas estima-se que possa acontecer em algum estado do Norte ou do Nordeste, depois da realização da etapa Mundial da LIIBRA.